💍✨👑✨💍 A busca pela Terra do Coração 👑✨Marido do Céu 💍✨👑✨💍 O Livro

 

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💍✨👑✨ Marido do Céu ✨👑✨💍 


💍✨A busca pela Terra do Coração 💍✨


Depois de andar por alguns dias entre as Cidades vizinhas, o Carteiro descobriu que a Cidade pertencente as Donzelas de Coração Universo, não eram cidades visíveis a todas as estações do ano

Ou seja, elas podiam desaparecer temporariamente. 

A hora em que a Líder Rainha da Terra precisasse tornar-se invisível por motivo de cuidado e proteção da Terra, ninguém conseguia encontrar as trilhas, nem a Cidade no caminho


Mas o que se fazer para chegar na Cidade se a Terra do Coração dessa moça estiver invisível?

Tem que esperar meu jovem, esperar até que a Terra volte a surgir.

Quando a Rainha decidir permitir que o seu Reino esteja a vista, você poderá visitar a Terra 


Dizia um dos anciãos protetores no caminho, pertencentes a Família do Jardineiro Principal do Palácio. 

Esses anciãos eram em muitos irmãos, distribuídos pelas Terras humanas, para trazer os: Conselhos de Vossa Majestade. 

Eram conhecidos pelo sobrenome que tinham, da linhagem Consolação.


Um deles quando encontrou o Carteiro explicou que não se angustiasse tanto em encontrar a Terra. Porque se não fosse época de ela estar invisível, não poderia ser encontrada. 

 O moço não gostou muito dessa história porque todo aquele trajeto parecia cansativo e não tinha um porque especifico de se entender 

Ele tinha pressa de resolver logo aquele pedido da carta e acertar o que precisava com Vossa Majestade 

Mas parecia que os dias estavam controlados por um trabalhar acima do que apenas a boa vontade de se encontrar com Donzela 

Depois de muito andar pelas Terras, um dia estava exausto e pois se a dormir próximo a uma árvore, num dos campos lindos que atravessava 

Ao tardar da noite ouviu alguém chorando alto bem a distância. 


- Majestade me ajuda! Majestade!!, o som ecoava entre o espaço dos campos e o vento que juntamente levava as palavras  

Era a voz de uma mulher! Que depois de alguns gritos agonizantes , chorava, chorava, chorava sem fim..

O Carteiro Resplendor achou aquilo muito estranho e curioso, muitos dias havia andado por aquelas terras e nunca havia ruídos assim 

Resolveu se aproximar em silêncio para averiguar o que realmente estava acontecendo, já que não encontrava a menina, pelo menos tentaria ver o que se passava naquela situação. 

Levantou-se ao perceber que seus pés estavam completamente leves e sem nenhuma dor. Parecia que os sapatos haviam anestesiado o cansaço dos dias. Derrepente traziam uma força de dentro dos pés para o Carteiro que só faltava fazer o rapaz dar uns pulos no caminho em vez de passos para seguir adiante. 


- Espera!, cochixava o jovem para as botas nos seus pés! - - Eu não posso fazer andar rápido, nem posso fazer barulho nenhum!   


Silenciosamente se propôs a ir onde estava essa mulher que fazia uma Oração pelos campos altas horas da noite

Ela gritava tão alto e tão forte que parecia estranho não notar que havia alguma angústia com ela


Ao se aproximar mais, ele não conseguia ver o rosto dela porque estava de costas, mas conseguiu escutar mais das palavras que ela dizia 


- Não posso permitir que o Reino seja perdido Majestade! Não posso vender essas Terras! São Heranças tuas! Não posso permitir que roubem os direitos do Reinado!


E chorava de maneira como se tivesse morrido alguém ou toda a Terra a seus pés. Ela parecia que ia morrer de tanto chorar 


- Majestaaaadeeeee!!, dizia ela pedindo ajuda por sabedoria 


Resplendor pensou em se aproximar, mas observou que se tratava de alguma realeza diferente, a mulher era pouco jovem e vestia roupas chiques e de batalhas. Estava acompanhada de espada e armas de guerra. Também acompanhava a, seu cavalo, bem forjado e ornado para a corrida que fosse precisa. Antes que o jovem tivesse tomado coragem para chamar a atenção da moça que chorava sem parar, ele observou que alguém chegou por um lado, apressadamente e com violência. 


- O que você está fazendo aqui mais uma vez! Já disse para você, pare de chamar a Majestade e vai cuidar de resolver os seus problemas e vender as suas Terras logo de uma vez!

Era uma outra mulher, mais avançada em idade, movimentava-se um pouco devagar pela velhice dos dias, mas era violenta e agressora nas suas ações 


- Não minha irmã, não posso parar de orar, não posso parar de chamar Majestade! De algum lado, de alguma forma ele me escuta e ELe vai me ajudar!


A velha nesse momento já estava mais perto da moça, agarrou-lhe os cabelos de traz, puxando os com força e lhe gritou na face 


- Venda suas Terras e deixe eles dominarem de uma vez! Assuma que você não sabe dominar, nem sabe ter controle de nada desse Reinado!


Disse a velha chutando a moça que estava ao chão 


- Não irmã, essas Terras são Heranças de nossos Pais, você já não pôde cuidar delas, eu fui posta pra cuidar, não posso entrega-las assim. Devo Honrar nossos pais diante de Majestade!


- Eu já desisti desse Reino imbecil! Você devia desistir de tudo também!

- E deixar o povo a perecer sem importância alguma?

- O Povo se vira com o que tem! Cada um se vira do seu jeito! Eu me virei do meu e estou bem!


Disse a mais velha se revoltando por dentro por não ter conseguido controlar o Reino da maneira que queria e solucionado os problemas para não perder o título de Rainha 


- Você está bem irmã? Desertou o seu Trono, abateu milhares de soldados, entregou direito de fronteiras a inimigos e está dizendo que está bem? Foi tudo bem ?


Perguntou a moça com o rosto machucado e sujo de terra vermelha do chão, ao olhar para a irmã mais velha 


O nome da mais velha era Ressentida. Estava brava porque não quis suportar os desafios do Trono, depois que os pais morreram. Pensava que ser rainha era só sentar-se numa cadeira de ouro e dar ordens vazias para todos. 


Quando percebeu que as suas ordens estavam desmontando o reinado, resolveu abandonar tudo e colocar a culpa na irmã mais nova. Ternurinha. Talvez ela por ser tão inocente, não tivesse capacidade de resolver tamanho desafio e com isso arruinaria tudo de uma vez nas mãos da irmã menor. A Culpa ficaria toda para a irmã menor.


- Eu não vou me acovardar!, disse a moça para a mais velha que ao ouvir aquelas palavras se enfureceu levantando a mão e batendo fortemente no rosto da jovem Guerreira 


- O que aconteceu?, pensava o Carteiro resmungando ao longe consigo mesmo

- Por que essas duas estão brigando essas horas da noite?

- E por que estão brigando aqui? 

- Por que não escolheram outro lugar para conversar?


Resplendor preferiu ficar em silêncio. Era melhor ouvir tudo o que precisava entender e se tivesse que ajudar a jovem guerreira, teria de acompanhá-la para saber da situação. Enquanto ambas estivessem ali e vivas, esperaria para ver.


Então, a mais velha arrastou sua irmã para um penhasco e disse:


- Você está vendo esse abismo? Se você não salvar o reino, todos nós, incluso a sua Cidade Maravilhosa vai ser lançada daqui para baixo, não vai sobrar nada do que você faz! Entrega logo essa Cidade!


- Não irmã, não vou entregar!

- Então espere o seu fim! Você está encerrada em si mesma, pensa que vai sair dessa cela invisível que arrumou? , disse a velha desembainhando a espada e iniciando uma partida de combate para tentar ferir a mais nova 


A Intenção era que se não fizesse a mais nova desistir, pelo menos deixaria ela cansada e inabilitada de Reinar e dirigir os passos, nem do seu povo, nem de proteger se dos desafios. Assim tudo poderia se acabar do mesmo jeito.


A jovem levantou-se rapidamente como um voo e enfrentou o combate até que a velha resolveu parar. 

Quem estava se cansando era a velha.


- Majestade nunca vai te ouvir! Nunca vai mandar auxiliadores! Olha quantos anos você espera? Cade o Rei? Por onde ele foi?, disse a irmã, batendo mais uma vez na face da jovem e indo embora 


A menina não tinha força de nada mais a não ser chorar. 


Mais doía a realidade daquelas Terras por não terem um Rei e nenhum protetor que a dor dar batidas de ressentida na face


- Que horrível levar uma Terra sem proteção!

Era um caos!



- Majestade! O Reinado é Teu! Não deixa a minha Cidade se perder!, disse chorando e adormeceu desmaiada 


Depois de um tempo de silêncio, após Ressentida ir embora, Resplendor se aproximou para ver quem era a moça que havia apanhado e estava com risco no seu reinado 

Ao se aproximar, teve uma grande surpresa! 

Era a menina das cartas que estava dormindo toda suja de terra e com vestes reais 


- O que!? é vo…você! Nossa! Finalmente encontrei!, pensou o Carteiro 


Ele quis acordá-la, mas via que ela estava bem exausta! Estava viva, estava respirando, mais não ouvia seu chamado, nem despertava 


Pegou um pouco de água que tinha e limpou seu rosto, suas mãos e seus pes respeitosamente. E ela seguiu dormindo. Resplendor ficou ali aguardando até que ela despertasse. 

Tinha muitas perguntas para fazer e muita coisa para finalmente solucionar com ela. Ela não parecia que era Rainha, muito menos que comandava um povo, menos ainda que estava sendo oprimida por alguém. Tinha uma face tão pacifica, que não se imaginava a angustia que pudesse estar vivendo.

- Como uma Rainha pode se deixar oprimir tanto assim por alguém?, Resplendor não entendia


Quando os céus começaram a clarear a moça foi despertando e quando acordou se assustou


- Oi Sra Ternura, sou eu, o Carteiro!, disse o rapaz com a moça deitada com a cabeça sobre seu colo 


- Quem é você!? Co… como sabe meu nome? Que…que Carteiro! Desculpe, por favor se afaste! Onde estou!?

Levantou meio que as pressas!

- Sou o Carteiro que a Sra salvou o dia que levou sua carta na caixinha de correio, lembra!?


Algo meio confuso tentava pausar sobre a memória de Ternurinha mas em vão


- Não, não me lembro de nada! E preciso ir!


Disse a moça afastando-se dele depressa e montando o seu cavalo para ir 


- Como não se lembra?!, disse o moço indignado mais uma vez


- Não me lembro meu rapaz e tenho que ir as pressas, meus súditos, nem o meu povo, podem me ver nesse estado e nem devem saber que minha irmã esteve aqui. Portanto silencio meu jovem, outro dia veremos essa questão de carta.


A Rainha tinha hora exata para chegar em casa, trocar as vestes, disfarçar os hematomas feitos pela irmã e recompor as forças para mais um dia de Reinado na sua Terra. Já estava amanhecendo, não podia ficar um segundo mais para resolver as palavras daquele sujeito que parecia não saber o que buscava.


- Mas e a carta respondida!?

- Não sei meu jovem! Não me lembro! Passar bem!


E saiu voando com seu cavalo


Ao dar a ordem, o cavalo batia os cascos no chão e logo se erguia um fogo que em medida exata, erguia o cavalo e o fazia voar andando pelos ares até chegar no lugar devido


- Não é possível, que essa menina foi encontrada, mas não se lembra de nada da sua carta!, disse Carteiro 

- Como vou resolver isso!? E onde vou encontra-la?


O jovem não podia persegui-la e encontra-la naquele instante, ela voava pelos ares e não se sabia para onde ia. Ainda era madrugada, voltou a descansar, até que o Sol se levantasse. Então se preparou para buscar encontrar onde era esse Reinado 


Enquanto Rainha Ternura volta em sua corrida pelo caminho, vai pensando nessa história de carta 


- Carta! Que estranho!, sempre quis escrever uma carta para Majestade! É verdade! Mas nunca deu certo!

A Rainha não se lembrava com clareza de ter feito uma carta. Parece que algo havia dado errado e tirado a vontade e interesse de Ternura em pedir algo por correio para Majestade! 

- Carteiro Celeste!, realmente parece que eles existem!, sorriu a Rainha pensando - Sempre achei engraçado a possibilidade de ver um Carteiro de Majestade!


Então uma vaga lembrança de já ter encontrado um Carteiro Celeste lhe tocou a alma. 

- Por que será que não é novidade me ver encontrando um Carteiro Celeste!?, será que eu já vi um Carteiro de Majestade?, perguntou a rainha para si mesmo, sem saber da resposta concreta 


- Eu não escrevo cartas! Escrevo Bilh…!, então a moça se lembrou de averiguar o bolso onde os bilhetes feitos para Majestades estavam guardados 


- Essa não! Eu os perdi!?

Eram pequenos lembretes que a Rainha sempre tinha tinha costume de leva-los para os lugares de Oração.

O susto de alguém encontrar aqueles bilhetes da Rainha foi tão forte, que ao repetir a forte decepção emocional com a mesma area e assunto fez a Rainha se lembrar


Escrevia ela bilhetes para Majestade, porque não conseguia escrever cartas. Tinha trauma das cartas. Lembrava alguns relances da memória de ver uma de suas cartas principais rasgadas, de ver a oportunidade de sua resposta perdida e com isso correr e fugir como quem quer fugir da existência de tudo junto.

Foi um trauma tão grande que depois daquele dia, nunca mais ela procurou uma caixa de correio, nem escreveu cartas. Sabia que Majestade mesmo assim, via ela e conhecia o querer dela, mesmo quando não conseguisse pedir, e onde ela morava para lhe trazer a resposta. 

Mas a dor era tão grande e a vontade tão maior que ela mesma, que quando entrava em convulsão dentro de si as duas razões ao mesmo tempo, para conseguir desafogar do que vivia, o que fazia? Escrevia algumas frases. Por isso, deixava registrado seus bilhetes.


Quando resolveu escrever bilhetes, decidiu enterra-los num cantinho de oração, na terra onde costumava falar a sós com Majestade. 


Orava, chorava e enterrava um pouco dos escritos que feriam sua alma.


Justo onde Ternurinha enterrava seus pedidos, foi ali, o lugar onde Resplendor também encontrou Ressentida quando passou por ali para torturar Ternurinha.


Mas daquela vez, não foi possível enterrar os Bilhetes, o moço estava lá e nem deu tempo terminar a oração.


Sempre era um desafio, mesmo correndo o risco de encontrar Ressentida a irmã, a Rainha preferia sair para  arriscar-se a orar a Majestade! Precisava muito de sua ajuda e precisava manter a salvo a Terra de seu Reinado de alguma forma que não sabia, nem que fosse apenas através de orar.


- Mas por que dessa vez deu errado? Por que alguém diferente estava naquelas Terras de Oração?, pensava a moça ao chegar as pressas em casa pedindo com o coração de que ninguém do seu Reino encontrasse os Bilhetes, nem descobrisse seus segredos 


Os Bilhetes estavam nas mãos do Carteiro. Ao se levantar pela manhã o moço recolheu suas coisas e seguiu em direção ao rumo de encontrar a Rainha, no caminho foi encontrando um pequenos papeis soltos ao vendo e quando os leu, entendeu que foram deixados pela Rainha que saindo as pressas deixou cair.


Um dizia 

- Majestade, eu sei que eu fiz um pedido a Ti, mas não lembro o que foi, mesmo assim me responda por favor!


Outro falava: 


- Majestade eu sei que preciso de Ti para alguma coisa, seja essa o que for, atende para beneficio do Reino, por favor!


- Majestade! Se o Senhor me responder, tenho certeza que Ressentida, minha irmã vai melhorar. Mesmo que eu não saiba o que é, me atende por favor!


-  Que será que essa Rainha precisa? O que ela tem que não sabe o que pediu?, pensava o carteiro, recolhendo todos os papeis de Bilhetes e guardando os consigo para ninguém tomar por mau, os pedidos pessoais da Rainha.


💍✨👑✨Atualização de Escrita - Dia 15 do próximo mês!💍✨👑✨





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